quinta-feira, 7 de novembro de 2013

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Carta de um bebê para um pai ausente

"Embora eu exista, você finge não me ver. Não é do seu nome que eu preciso, e sim de você!
Embora eu exista, você insiste em não me aceitar; você não me inclui em seus planos…
Até hoje, apenas e tão somente, por nenhuma vez você me beijou e me acariciou, num gesto de amor.
Você não fica comigo, não quer ser meu herói, mas insiste em ser meu bandido…
Embora eu exista, não posso compartilhar do seu dia-à-dia, da sua atenção… Você está ausente!
Não estou em suas metas, sonhos, planos e prioridades, e pelo visto nunca vou estar!
Não compartilho do amor que você nutre por quem você realmente ama… Aliás são pessoas que não sabem que eu existo, mas se soubessem também não seria diferente, com certeza.
Você me ignora, insiste em não me ver, mas eu existo pela força divina do amor ou do acaso!
Embora eu exista, você foi incapaz de me amar.
Você não me vê, não me aceita, não tem planos para mim, não me deixa ser tão importante para você quanto você é pra mim, mas ainda assim, um dia ainda vou sentir sua falta!
Embora eu exista, e você até hoje não tenha demonstrado amor por mim , eu ainda penso que se me desse uma chance iria mudar esse pensamento.
Apesar de não me deixar fazer parte da sua rotina; apesar de você não me deixar fazer parte da sua vida, não podendo estar incluído nos seus sonhos, metas e prioridades; Apesar de não conseguir ter o seu amor para mim dedicado; Apesar de você me ignorar, sendo incapaz de me amar…
…Eu existo, sabe Papai, eu existo!!! E sou capaz de amá-lo um dia, mesmo em sua ausência permanente.
Só não vai adiantar depois querer que as feridas que você me causou e cultivou as dores em mim, sejam curadas e esquecidas. Porque apesar de pequeno, dentro do meu peito bate um coração que tem sentimentos e sofre por ser rejeitado por alguém que antes de nascer eu já amava, e pensava que seria para sempre o meu herói e guardião."
Autor Desconhecido.

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